21.5.09

Exames - A importancia dos exames periódicos.




Check-up e prevenção


O valor da prevenção como instrumento de redução da morbidade e da mortalidade nas populações é aceito por todos. A incorporação desse conceito na prática clínica resultou em benefícios inestimáveis ao longo dos últimos 40 anos. A prevenção pode se dar em vários níveis e é classificada em primária, secundária e terciária.
A prevenção primária consiste nos cuidados tomados diante de um indivíduo assintomático, visando evitar o aparecimento de uma determinada condição (por exemplo, a vacinação de crianças e idosos). A prevenção secundária consiste na identificação e tratamento de pessoas assintomáticas portadoras de fatores de risco para determinada condição, ou que apresentem doença em fase pré-clínica (por exemplo, a realização da colpocitologia oncótica para a prevenção do câncer de colo do útero ou a detecção da hipertensão arterial). O acompanhamento e tratamento de indivíduos portadores de doença clínica com o intuito de evitar complicações (por exemplo, a redução de colesterol em indivíduos sabidamente coronariopatas) constituem a prevenção terciária.
O check-up, referido na literatura como exame periódico de saúde (periodic health examination), inscreve-se dentro das medidas de prevenção secundária. Ele consiste em um conjunto de testes diagnósticos aplicados de maneira racional com o intuito de fazer um rastreamento de doenças ou condições mórbidas em indivíduos assintomáticos.

Fonte: www.drashirleydecampos.com.br


Exames em crianças:


Quais são os objectivos dos exames periódicos de saúde na infância?
O objectivo dos exames periódicos de saúde na infância é o de acompanhar o crescimento e o desenvolvimento, dando informação sobre hábitos saudáveis para promoção da saúde e prevenção da doença, identificar factores de risco e desvios da normalidade para os corrigir e prevenir a deficiência, contribuindo para uma melhoria da qualidade de vida.

Para atingir estes objectivos o médico informa e aconselha os pais sobre temas seleccionados em função da idade da criança, avalia o crescimento e as etapas do desenvolvimento psico motor, emocional e social, faz o rastreio das alterações mais frequentes nesta faixa etária, prescreve os suplementos vitamínicos e minerais adequados e zela pelo cumprimento do esquema vacinal.

Qual a periodicidade aconselhável para os exames periódicos de saúde na infância?
A periodicidade dos exames periódicos de saúde varia em função da idade.
No primeiro ano de vida, em que o crescimento é muito rápido e se dá a maturação do sistema nervoso e a aquisição de muitas funções novas, a vigilância deve ser mais frequente, com um mínimo de seis consultas ( alguns dias após a saída da maternidade, aos dois meses, aos quatro meses, aos seis meses, aos nove meses e aos doze meses).
Durante o segundo ano de vida a criança deve ter três consultas de vigilância, aos quinze meses, aos dezoito meses e aos dois anos.
A partir dos dois anos aconselha-se uma vigilância anual, sendo fundamentais os exames aos quatro anos, seis anos e dez anos de idade.

Como decorre habitualmente a consulta de vigilância de saúde infantil?
A consulta de vigilância de saúde infantil é habitualmente realizada por uma equipa constituída pelo pediatra ou médico de família e por uma enfermeira de saúde infantil.
No início da consulta a criança é pesada e medida , depois o médico interroga os pais acerca da sua evolução, realiza um exame físico completo e faz os rastreios adequados à idade. Na fase final da consulta o médico estabelece com os pais o plano de actuação até à próxima consulta, incluindo orientação sobre a alimentação e a prescrição de suplementos vitamínícos ou minerais quando necessário.
Sempre que possível a vacinação deve ser feita na consulta de vigilância.

Quais são os temas que devem ser abordados no período de informação e aconselhamento da consulta de saúde infantil?
Além do esclarecimento a prestar às dúvidas trazidas pelos pais, o médico e/ou a enfermeira devem abordar temas seleccionados em função da idade da criança, com a finalidade de motivar comportamentos saudáveis e prevenir riscos previsíveis.
O s assuntos a tratar distribuem-se por cinco áreas temáticas:
1. Alimentação:Devido à importância que a alimentação tem para a saúde, a consulta deve fornecer conceitos sobre nutrição, promovendo o aleitamento materno até aos seis meses, a restrição de sal e açúcar e propondo alternativas à utilização do «fast food».
2. Higiene oral e corporal:Os cuidados de higiene a prestar ao bebé e à criança, o tipo de vestuário, a escolha de produtos a utilizar e outras questões afins devem ser abordadas na consulta , principalmente com os pais menos experientes.
3. Prevenção de acidentes:Os acidentes domésticos são uma causa importante de procura de cuidados médicos nos primeiros anos de vida. Alguns, pela sua gravidade, podem causar a morte.
De acordo com as etapas de desenvolvimento da criança, os pais devem ser informados acerca dos riscos previsíveis, de forma a evitá-los, prevenindo o acidente.
4. Violência doméstica, maus tratos e abuso sexual:A problemática da violência , dos maus tratos e do abuso sexual ,deve ser discutida com os pais sempre que se suspeite que a criança pode estar em risco, oferecendo ajuda se o stress ou a depressão forem causadores de agressividade, mas deixando claro que o interesse da criança e a sua protecção são prioritários.
5. Actividades lúdicas:Os pais devem estar informados sobre a importância da estimulação sensorial da criança, da necessidade de proporcionar actividades lúdicas de acordo com o seu nível de desenvolvimento, facilitando o contacto com outras crianças e a prática de actividades ao ar livre .

Também com um fim preventivo devem saber escolher brinquedos que cumpram as normas de segurança, utilizar equipamentos de protecção na prática de actividades como andar de skate ou de trotinete, limitar o tempo de uso de jogos de vídeo ou televisão e a exposição a temas violentos.

Que testes de rastreio se fazem nas consultas de vigilância da criança?
Os testes de rastreio a efectuar às crianças variam com a idade. Além do rastreio das alterações do desenvolvimento, a efectuar ao longo de toda a infância mas com especial incidência em idades chave do desenvolvimento, as crianças devem fazer o rastreio de doenças metabólicas (teste do pézinho), audição, visão, estrabismo, displasia da anca e criptorquidia (testículos que não desceram para as bolsas).

Quais são as vacinas que as crianças sem problemas particulares de saúde devem fazer?
As crianças devem seguir o esquema vacinal proposto no calendário nacional de vacinação. De uma forma geral o calendário acompanha as idades propostas para os exames periódicos de saúde, para que as crianças possam ser vacinadas nessa altura.
As vacinas que fazem parte do calendário nacional de vacinação, são a vacina contra a tuberculose (BCG), a vacina contra a hepatite B, a vacina contra as infecções por hemophilus influenza (Hibtiter), a vacina contra o tétano, a difteria e tosse convulsa (tríplice), a vacina contra a poliomielite (polio) e a vacina contra o sarampo, a papeira e a rubéola (VASPR ou tríplice vírica).
As datas em que estas vacinas devem ser efectuadas constam de uma tabela que se encontra na contra capa do boletim de saúde infantil que cada criança recebe na Maternidade ou na sua primeira consulta de saúde infantil.

As crianças saudáveis devem habitualmente tomar vitaminas?
Se uma criança está a ter um crescimento normal e não tem problemas de saúde, necessita de poucos suplementos vitamínicos.
Habitualmente faz um suplemento de vitamina D enquanto é amamentada ao peito, e um suplemento de flúor, dos seis meses aos catorze anos de idade, se reside numa área em que a água de consumo tem baixo teor de flúor.
As crianças que tomam um leite artificial apenas necessitam de fazer o suplemento de flúor, porque os leites infantis já possuem a quantidade de vitaminas que o bebé necessita diariamente.
As crianças mais velhas que não têm problemas de saúde e fazem uma alimentação variada não necessitam de vitaminas, devendo apenas tomar flúor diariamente. Leia Mais>>

Fonte: medicoassistente.com


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